Era da Sabedoria

Campo

Este assunto é a base da Era da Sabedoria sendo, ao mesmo tempo, o mais vasto e o menos compreendido. Sempre estivemos imersos e sustentados por uma verdade oculta assim como o peixe pela água e a ave pelo ar. Mas somos cegos com olhos perfeitos. Esta verdade é o Campo.

Dizem que Einstein, quando questionado sobre o motivo de ir tão fundo nos seus estudos, respondeu: "Eu quero entender a mente de Deus". Sua intenção era entender de onde tudo que existe emana, retirar o véu que cobre a realidade e compreender como e apartir de quais Leis o Universo se constrói.

Da mesma forma Platão acreditava que tudo que existe manisfestado no mundo são expressões de ideias perfeitas. Estas ideias estariam contidas no que chamou de Mundo das Ideias. Tentar encontrar verdades absolutas apenas observando o que havia de concreto no mundo era, portanto, pouco para descrever o que significava a potência e a exatidão deste espaço que guardava os moldes em formato de ideias capazes de descrever e criar tudo que existe.

Jung pegou a ideia revolucionária de inconsciente pessoal de Freud e foi além com uma ideia ainda mais revolucionária que chamou de Inconsciente Coletivo. Mostrou que não apenas sabemos pouco sobre nós mesmos, contribuição que Freud já havia feito com a revelação do inconsciente pessoal, mas também apontou a existência de algo ainda maior e de cunho interpessoal, uma espécie de rede conectando mentes individuais em uma grande mente coletiva com muito mais informações ocultas.

Antônio Meneguetti, fundador da Ontopsicologia, à qual chamo carinhosamente de psicanálise 2.0, descreveu o que chamou de Campo Semântico. Campo Semântico explica que de tudo que existe emana uma energia capaz de revelar significações ocultas por detrás de coisas e pessoas. Mas, por mais que existam contribuições originais na recém nascida Ontopsicologia, é preciso reconhecer a semelhança entre a ideia de Campo Semântico de Meneguetti com a de Inconsciente Coletivo de Jung.

Rupert Sheldrake, que acabou se tornando amigo pessoal de Bert Hellinger, estuda o que ele chama de Campo Morfogenético que explica, entre outras coisas, o vôo sincronizado de milhares de aves e peixes, a capacidade que animais de estimação tem de saber quando seus donos se aproximam e de onde vêm as sensações dos participantes num processo terapêutico chamado Constelação Familiar.

Muitos são os autores e muitos são os livros. Mas parece que estas grandes personalidades com um legado incrível tem algo em comum. Todos procuram entender a mágica do funcionamento da vida e todos parecem apontar para a existência de uma fonte invisível e vasta de informações que explica todo o Universo manifestado. Seja através do Mundo das Ideias de Platão, do Inconsciente Coletivo de Jung, do Campo Semântico de Meneguetti e do Morfogenético de Sheldrake ou da Mente de Deus citada por Einstein e também presente no misterioso livro O Caibalion.

Tal proposição nos coloca diante de um entendimento diferente sobre a própria inteligência e cultura humana. A princípio, antes da descoberta do Campo, dependeria unicamente do cérebro de cada indivíduo a capacidade de ter ideias e inspirações. Mas se existe algo que combina os insconscientes pessoais em uma grande rede para além da mente humana, então começamos a ter uma explicação melhor para a sensação que muitos artistas e até mesmo de cientistas têm diante da elaboração de grandes obras e grandes descobertas. Muitos relatam que a revelação/insight não veio através da lógica e do esforço, eles simplesmente parecem ter feito o download da informação pronta como se canalizassem algo do Campo para suas mentes individuais.

Acredito que todos estamos conectados a este inmenso Campo em níveis diferentes. Chamo esta conexão de conexão vertical que funciona como um canal de comunicação com a grande mente do universo. Se pegarmos os resultados da pesquisa e da busca de um cientista pouco convencional contemporâneo chamado Nassim Haramein veremos que sua visão do cérebro humano também remete a esta ideia. Para ele, o cérebro humano não é a morada da consciência, mas sim, uma espécie de rádio que sintoniza com ela.

Lembro-me de numa manhã ter acordado com um forte insight sobre o sono. Havia visto há algum tempo relatos sobre experiências humanas de privação de sono e como a perda da consciência e dos atributos humanos eram uma consequência comum aqueles pobres homens que foram submetidos ao teste. Talvez, além das funções reparadoras do organismo, o sono também sirva como uma forma de reparar esta conexão vertical entre nossa consciência e a nossa mente nos mantendo vivos. Obviamente isso é apenas uma tese e não algo que deva ser tomado como verdade absoluta. É como se esta antena que tem a função de ligar o corpo à alma fosse perdendo a sua sintonia quando estamos acordados e se regenerasse durante o sono.

Quando estamos acordados o foco costuma se voltar para objetivos e conhecimentos horizontais como, por exemplo, comprar comida, pagar as contas, ganhar dinheiro, tudo relacionado à matéria e às preocupações cotidianas da vida. Dormir bem seria a chance de silenciar a mente horizontal e ativar a restauração desta conexão vertical que harmoniza os impulsos inidividuais egoístas às informações presentes no Campo. Quanto mais horizontalizado os desejos do homem, maior a necessidade de sono porque enfraqueceria mais sua conexão vertical durante o dia para dar força apenas aos aspectos práticos da vida; quando mais verticalizado o homem, menor a necessidade de sono porque a conexão vertical perderia menos força durante o dia com uma práxis voltada ao serviço do céu, o que é eterno e de todos, e não ao da terra, o que é passageiro e de poucos.

Este insight sobre o sono é apenas uma teoria, afinal, o objetivo aqui era apenas o de deixar claro a existência do Campo e como diversos autores o reconheceram com diferentes nomes ao longo da história, mas, naturalmente, novos desdobramentos desta descoberta cada vez mais científica relacionada a desmistificação do insconciente coletivo, o Campo, levarão a novos raciocínios como este.


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