Era da Sabedoria

Espaço

Quando falamos sobre Física e nos vêm a mente assuntos como mecânica, ondulatória, termodinâmica e eletromagnetismo a tendência geral relacioná-la a um saber firme e bem acabado, um ramo da ciência onde existe consenso sobre as questões mais fundamentais envolvendo a matéria e seu movimento. Graças a isso, a Física serve de alicerce para muitas outras ciências exatas. Mas será que a Física realmente tem alicerces tão inabaláveis e imutáveis assim?

Basta se aventurar nas novas possibilidades e questionamentos trazidos pela Física Quântica e a Cosmologia para perceber o quanto os conhecimentos da Física, sobretudo os da Física Clássica, são incapazes de descrever corretamente a realidade que se revela diante de nossos olhos através da criação de instrumentos cada vez melhores para observação do infinitamente pequeno ou do infinitamente grande.

Vamos falar de algo que a Física já sabe há muito tempo, sobre o que não há dúvida ou discórdia, sobre um fato a respeito da estrutura atômica que é bem conhecido cientificamente e que tem o seu valor empobrecido devido a uma didática infeliz que acaba comprometendo a qualidade do material que chega ao ensino fundamental, médio e até superior.

Esta representação tão comum do átomo nos livros didáticos pode ser a responsável pelo pobre conceito metafísico da população em geral. Ela mostra um núcleo envolvido por seus elétrons numa proporção muito longe da realidade. Tão longe da realidade que chega a dar a impressão de que o átomo está cheio de matéria. Estamos falando daquilo que é considerado a coisa mais densa do universo, o átomo, porque é onde a massa supostamente está concentrada. Portanto, é natural que livros didáticos, ao tentarem transmitir esta ideia de algo super pequeno onde a massa está concentrada optem por modificar ligeiramente as reais proporções do átomo para atingir melhor este objetivo. Parece ser um daqueles casos onde a verdade é deixada de lado não por maldade, mas por ingenuidade.

Maldade ou ingenuidade não importa, o problema é que esta figura que permeia a mente de tantos estudantes e profissionais de todas as áreas do conhecimento não está correta! Ela é apenas ilustrativa. Mas quão ilustrativa? Qual a real proporção entre o núcleo do átomo e sua eletrosfera? Quanta matéria e quanto espaço existe dentro da coisa supostamente mais densa do universo? Seria uma diferença tão grande a ponto de impedir um entendimento metafísico coletivo superior? Abaixo, mostro a verdade sobre o quanto existe de espaço e o quanto existe de matéria no interior do átomo. Lembre-se de que estamos falando da coisa mais densa do universo! Tire suas próprias conclusões.

Se aumentássemos um átomo a ponto de deixá-lo do tamanho aproximado de uma casa e entrássemos dentro desta casa à procura do seu núcleo ele seria ainda tão pequeno que não poderíamos enxergá-lo a olho nu. Teríamos que aumentar este átomo para o tamanho de um estádio de futebol para, no centro do campo, encontrar algo do tamanho aproximado de uma pequena bola de gude. Esta bolinha de gude seria o núcleo do átomo onde praticamente toda a matéria está concentrada. Os elétrons, mesmo nesta escala gigantesca, continuariam invisíveis e estariam girando caoticamente entre a bolinha de gude no centro do campo (o núcleo) e a periferia deste enorme estágio. Entre essa bolinha de gude no centro e o elétron na periferia do estágio temos apenas um enorme espaço ocupando mais de 99,9999% do átomo que é a estrutura mais densa do universo.

Lembre-se ainda que esta bolinha de gude no centro do campo, o núcleo do átomo, é formada por prótons e nêutrons que, por sua vez, também não são estruturas maciças. Elas são compostas de partículas menores conhecidas como quarks que também não são maciças, e sim, compostas de outras partículas ainda menores com mais e mais espaço entre elas.

Para ilustrar melhor este exemplo, assista a esta bem produzida animação no YouTube clicando aqui.

No final das contas, a conclusão é a de que a matéria não está onde supostamente deveria estar. Onde esperávamos encontrar matéria que justificasse a massa capaz de gerar a gravidade, por exemplo, temos basicamente espaço vazio. Portanto, o que chamamos de mundo material não passa de uma ilusão insistente dos sentidos onde, na prática, a única coisa que de fato existe é o vazio, o espaço. E se esta afirmação não chega a ser 100% verdadeira, ela é, no mínimo, 99,9999...% verdadeira, tudo na mesma proporção da diferença descomunal entre a enorme quantidade de espaço e ínfima quantidade de matéria presente no átomo e, portanto, no universo.

E quanto mais os cientistas investem em colisores de partículas como o CERN pior a história fica. Colisores de partículas, como o próprio nome já diz, são construídos com o propósito de acelerar partículas para que elas se choquem umas contra as outras. Ao chocarem-se, quebram-se em partes ainda menores que dão aos cientistas uma alegria temporária por terem descoberto a partícula menorzinha da vez desbancando aquela partícula anteriormente descoberta por um colisor de partículas com potência inferior. E eles nunca chegam na menor das menores partículas, na suposta bolinha tão pequena e tão maciça a ponto de ser indivisível, a ponto de ser 100% matéria e 0% espaço, algo que sirva como unidade básica de construção de todas as outras partículas maiores que existam como os quarks, os elétrons, os prótons, os nêutrons e etc.

Os cientistas NUNCA chegaram à descoberta desta partícula fundamental e, ao que tudo indica, nunca chegarão devido a natureza fractal do universo, ideia esta defendida por Nassim Haramein. Ele fala que se continuarmos a contruir colisores de partículas cada vez mais potentes vamos apenas desperdiçar tempo e dinheiro pois, se quisermos entender a realidade onde estamos inseridos, precisamos romper com a inércia dos 5 sentidos e tirar nosso foco da matéria direcionando-o para o estudo do negligenciado e gigantesco espaço presente entre a escassíssima matéria.

Para Haramein, é a geometria presente no vazio do espaço que explica a matéria e não a matéria que explica o espaço. Em outras palavras, a resposta que estamos procurando para encontrar os blocos de construção utilizados por Deus para compor as leis físicas do universo encontram-se no vazio. Se não me engano, alguma sabedoria ancestral do Oriente já sabia disso há muito tempo como o Tao, o Budismo e o Zen. Seriam resquícios de uma Era da Sabedoria passada?

Na Física, existem coisas que já se sabe muito e sobre as quais há pleno consenso científico, como esta relação entre a quantidade desproporcional entre matéria e espaço presentes no interior do átomo. Não há dúvidas sobre isso. Trata-se de um fato. E existem também, na Física, aquelas situações onde as investigações levam a diferentes visões não havendo um consenso geral.

Sabemos, por exemplo, que o universo está em expansão. Isso foi provado porque o espaço entre galáxias e aglomerados de galáxias está aumentando e não diminuindo. Uma resposta que serviu para explicar esta expansão do universo durante muito tempo foi o efeito Big Bang pois, segundo esta teoria, o universo teria surgido a partir de uma enorme explosão e, por isso, até hoje, ainda estariamos sob o efeito inercial desta grande explosão que aumenta o tamanho do universo. Até aí, tudo bem. Uma vez engolindo a teoria do Big Bang este raciocínio até que fez sentido.

O problema é que a visão tradicional do Big Bang não explica um detalhe sobre a expansão do universo: além dele estar expandido esta expansão está ficando cada vez mais e mais rápida, ou seja, está acelerando. Que tipo de explosão é esta onde as coisas vão se distanciando cada vez mais rapidamente no lugar de desacelerar? O esperado, pelos menos segundo as leis da Física Clássica que tratam sobre a atração entre os corpos, seria justamente o contrário. A princípio, a atração gravitacional entre luas, sóis, galáxias, clusters e super clusters deveria estar contribuindo para frear a expansão e nunca para acelerá-la.

Mediante a uma perplexidade descomunal fruto da constatação de que o Universo simplesmente parece ter resolvido desrespeitar às Leis da Física os cientistas encontraram uma solução: adicionar uma nova constante às equações de Newton que fazem o resultado dos cálculos matemáticos humanos baterem com a vontade do Universo de se expandir cada vez mais rápido, e colocaram a culpa no que chamaram de Dark Energy. Pronto! Resolvido! Agora é só botar esse negócio dos cálculos e novamente todos ficam felizes porque os cálculos da física daqui da Terra volta a combinar com o movimento dos corpos no Universo.

Mas acontece que nem todos estão tão felizes assim. Nassim Naramein, por exemplo, defende a ideia de que isso de dark energy é uma adaptação grosseira de fórmulas do passado que só nos impede de enxergar algo novo sobre a dinâmica do espaço e as reais leis que ainda não desmistificadas envolvidas neste processo. Segundo ele, são as formas geométricas que parecem descrever o espaço vazio entre um ponto e outro ponto, seja este ponto um átomo, um planeta, uma galáxia, não importa, tudo que existe são pontos separados por um enorme espaço entre eles cuja distribuição espacial sempre parece respeitar um determinado padrão geométrico recursivo, uma capacidade de repetir a si mesmo infinitamente. Isto abre caminho para oferecer uma teoria unificadora que finalmente seja capaz de servir, ao mesmo tempo, para a ciência do absolutamente pequeno, como a Física Quântica, e a do absolutamente grande, como a Cosmologia.

Onde tudo isso vai dar? Não sei! O importante aqui é explicar porque esta mudança da Era do Conhecimento à Era da Sabedoria será marcada também por uma mudança de foco que sairá das coisas/objetos/pessoas para uma visão mais agrangente sobre o contexto (espaço) onde estas coisas/objetos/pessoas estão imersas. Esta geometria da distribuição espacial diz mais sobre os resultados possíveis de se alcançar do que as coisas e as pessoas em si. Quanto levarmos a nossa atenção da matéria para o espaço vamos aumentar de 0,0001% para 99,9999% a possibilidade de ser quem somos e entregar o que viemos entregar.


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