Era da Sabedoria

Resultado

"Pelos seus frutos os conhecereis."
Mateus 7:16

A Era do Conhecimento incentivou uma ideia dentro das universidades e dentro dos negócios, a ideia de que bom é aquele que sabe mais. É tanta informação dentro de livros e na internet que o importante passou a ser encontrar aqueles que detém o conhecimento dentro de suas próprias cabeças. Este é o critério para escolher os professores das universidades e os profissionais que serão contratados pelas empresas.

Para assombro geral, tanto das universidades quanto dos negócios, àqueles que sabem mais sobre um determinado assunto nem sempre são os que conseguem produzir bons resultados. Saber muito sobre uma coisa não dá certeza de que ela será bem utilizada. Colocar o conhecimento em primeiro lugar nos afasta da meritocracia e nos aproxima da presunção. É comum, neste contexto, pessoas serem contratadas pelos seus conhecimentos e demitidas por suas atitudes.

Um PHD em educação infantil, apesar dos seus conhecimentos acumulados, pode revelar-se inabilidoso na relação com as crianças e sentir-se incapaz diante do olhar inocente que busca amor e não inteligência analítica. Quando a Era do Conhecimento abre espaço para ações da Era da Sabedoria a meritocracia baseada no exemplo terá mais força do que a oratória bem treinada; a insegurança, disfarçada de arrogância, dará lugar à ação exata que com menos palavras e ruídos é capaz de gerar melhores resultados e menos dano.

Uma usina hidrelétrica não pode ser medida pela quantidade de água que acumula. O que importa é a energia que ela é capaz entregar. Da mesma forma, um ser humano não pode ser medido pela quantidade de conhecimento que possui, mas sim, pela forma como usa o que tem.

Universidades são um pouco mais lentas, mas os negócios já perceberam que falta de resultado significa prejuízo. Empresas modernas buscam desenvolver atitudes no lugar de simplesmente descartar funcionários, o que já é uma evolução. Os próprios profissionais buscam cursos onde possam desenvolver novas atitudes no lugar de mais conhecimento, o que também é uma evolução. Mas nada disso tem sentido se os conhecimentos sobre atitudes passam a ser mais importantes do que os resultados em si.

Entender sobre atitude não faz de alguém uma pessoa com boa atitude e, ainda que tivesse boa atitude, o que ela poderia ensinar para alguém com melhores resultados? Ler 1000 livros de autoajuda não faz de ninguém um ser com melhores resultados. Somente a internalização destes conhecimentos, a combinação com a própria experiência de vida seguido da dose de tempo necessária podem dar sustentação à transformação.

Introjetar de fora para dentro nossas atitudes nos funcionários ou em si mesmo para obter melhores resultados é como tentar controlar a temperatura de preparo do feijão usando gelo na água no lugar de ajustar o fogo. Novas atitudes capazes de gerar resultados reais e inéditos brotam exclusivamente de um único lugar, da jornada interior. Na Era da Sabedoria, exemplo vale mais do que palavras, e os que sabem de verdade falam pouco, trabalham em silêncio e colhem o mais doce dos frutos.


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