Números

Número 5

"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original."
Albert Einstein

O elemento do número 4 é a Terra, o elemento do 5 é o Ar. É quando o ser humano já possui a energia do 1, 2, 3 e 4 que seu verdadeiro potencial começa a aparecer. A energia vai subindo da fundação para o topo. A atenção sai um pouco das coisas práticas da Terra e habilidades em lidar com assuntos do dia-a-dia, começa a voltar-se para a sabedoria do céu através do desenvolvimento de um pensamento superior, nasce o filósofo interior.

O 5 é a porta que pode levar até o 6, uma aprendizagem fundamental. Para sair do 4 ao 6 o indivíduo começa sendo tocado por um estímulo de fora. Faz isso respeitando e bebendo com autenticidade, pela primeira vez, do acervo cultural da humanidade.

Sente pela queima da biblioteca de Alexandria porque sabe o significado daquela construção pelo conteúdo que abrigava. Torna-se capaz de vibrar com a possibilidade de ficar sozinho, desde que acompanhado da presença de bons livros ou alguém especial capaz de guiá-lo na casa dos conhecimentos superiores.

Se houve algum encontro precoce com a cultura humana na infância ou juventude motivado por uma força externa e não interna como, por exemplo, para agradar os pais, passar de ano na escola ou encarar o vestibular, então será preciso primeiro uma nova desintoxicação para reativar o potencial do 5, o desejo pelo saber.

O bom vinho leva tempo descansando até atingir o seu máximo sabor, mas só o tempo não basta para compor um bom vinho. O ingrediente principal do vinho é o homem. Este também precisa de anos de amadurecimento para aprender a apreciá-lo. Até mesmo o mais precioso dos vinhos, diante um paladar pouco amadurecido, não passa de vinagre.

Assim é a cultura da humanidade, como um bom vinho disponível para degustação. Seu gosto falará mais sobre quem o bebe do que sobre o que é bebido. Os mesmos livros que Albert Einstein leu e tocaram sua alma são lidos todos os dias por gente que os conhece no tempo errado. A potência que uma boa obra tem para despertar o gênio interior quando lida de coração no momento certo é a mesma para condenar à ignorância e ao fanatismo no quando lida no momento errado.

Despreparo é encontrar bons livros enquanto se busca pelo 1, 2, 3 ou 4. Até que o 5 tenha sua razão de existir e caminhe para virar um 6, livros como a Bíblia, O Pequeno Príncipe, A Voz do Silêncio, Bhagavad Gita e o O Profeta seriam melhores nunca fossem lidos ou estudados, caso contrário, sua força servirá aos desejos horizontais do homem que no fundo é uma busca por território e sexo sem jamais alcançar o potencial vertical do que vem após o 5.

O homem que redescobre o mundo no 5 através da cultura experimenta de um tipo superior de droga. Seu potencial para viciar é ainda maior do que o da cocaína, do açúcar ou do craque. A mente que atinge este nível de conexão maior com o legado dos seus ancestrais abre-se para duas novas possibilidades, uma mágica e outra desastrosa.

A desastrosa é quando esta busca por saber é retroalimentada em si mesma sem nunca voltar-se para dentro. O Ego assume o controle e racionaliza para evitar o conflito inevitável entre ele e o Self. Apega-se a títulos acadêmicos, ao status, aos aplausos e, sem perceber, faz do seu acervo cultural muro de defesa para o Eu Menor.

A possibilidade mágica é seguir adiante, deixar as defesas caírem na medida que recebe o polimento através das ferramentas deixadas por outros homens, perceber que sua busca deve continuar numa nova arena situada dentro de si mesmo. Esta é a possibilidade mágica, a possibilidade da cultura ir além da intelectualidade do 5 e virar meditação no 6.


capítulo anterior
Número 4
próximo capítulo
Número 6

Obrigado, {{contato.nome}}!
Seu comentário foi enviado.


Conte-nos o que achou deste capítulo...



contato@eliti.com.br
(48) 9 9982-6011
Florianópolis e Blumenau

desenvolvido por